Translate

10 de junho de 2013

Emoção toma conta da Sala São Paulo em apresentação da Orquestra Sinfônica Heliópolis com Antonio Meneses

Sob regência de Isaac Karabtchevsky, maestro titular da OSH e diretor artístico do Instituto Baccarelli, o quarto concerto da Temporada 2013 da Orquestra teve direito a BIS de duas músicas de um dos mais reverenciados violoncelistas do mundo



Antônio Meneses e seu cello ALESSANDRO GAGLIANO de Nápoles, 1730

Foram apenas alguns dias de trabalho, mas todos muito intensos. Na última quinta-feira (6), o violoncelista Antonio Meneses – um dos mais respeitados instrumentistas de sua geração em todo o mundo – chegou ao Instituto Baccarelli para ensaiar com os músicos da Orquestra Sinfônica Heliópolis pela manhã. Na parte da tarde, ministrou masterclasses a músicos do Instituto Baccarelli e de outros lugares de São Paulo e do Brasil, que puderam participar como ouvintes. Um verdadeiro privilégio para todos os que se fizeram presentes.

“Tem sido uma experiência bacana. Nesse contato rápido, a esperança é de que eu tenha conseguido ajudar de alguma forma. E os ensaios foram bastante produtivos, o resultado do trabalho feito pelo maestro Isaac Karabtchevsky me parece ótimo”, disse Meneses – que doou o cachê que receberia pelo concerto com a Orquestra Sinfônica Heliópolis aos projetos socioculturais do Instituto Baccarelli – em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo.

O concerto de sábado (8), na Sala São Paulo, comprovou a produtividade dos ensaios, que foram bastante rigorosos. Sob regência do maestro Isaac Karabtchevsky, Orquestra e solista apresentaram o Concerto para violoncelo em ré menor, do compositor francês Edouard Lalo. O calor da plateia e os aplausos inesgotáveis culminaram em um BIS do violoncelista, com dois movimentos da Suíte nº 1 para violoncelo, de Johann Sebastian Bach. O concerto teve ainda, na segunda parte, a Sinfonia nº 8, do tcheco Antonín Dvorák. Nessa parte, Meneses participou junto aos cellistas da OSH.

Emoção dentro e fora do palco


Rodrigo, aluno do Hatus, e sua mãe, antes do concerto
Entre os convidados do concerto com Antonio Meneses, estavam crianças e jovens do Instituto Hatus – que, assim como o Instituto Baccarelli, também tem a missão de oferecer formação musical a seus alunos. Ao final do concerto, Rodrigo Gomes, 12 anos, aluno de flauta e violoncelo do Hatus, relatou como foi a experiência de ver a Orquestra Sinfônica Heliópolis pela primeira vez:  “Achei muito legal, não conhecia o Meneses e achei que ele toca muito bem! Quero um dia estar nesse palco [da Sala São Paulo] também.  Do jeito que a gente caminha [no Instituto Hatus], acho que um dia vamos conseguir nos apresentar na Sala São Paulo também. Espero!”, disse. 

Para os músicos da Orquestra que não se apresentaram dessa vez, a experiência de prestigiar o próprio grupo também foi emocionante: “Hoje, tive uma experiência fantástica de assistir à Orquestra em que toco. Podemos perceber que é bem diferente. Bravo Sinfônica Heliópolis, em especial naipe de trompas e meus companheiros de naipe Fernando Mattos e Thiago Araújo pelos belíssimos solos”, relatou o trompetista da OSH Matheus Sousa em seu Facebook.

Pra quem subiria ao palco, o frio na barriga era grande: “Hoje realizando um sonho, posso dizer... Concerto com a Sinfônica Heliópolis sob regência do maestro Isaac Karabtchevsky, na Sala São Paulo, e com uma das Sinfonias mais lindas que existe... Sinfonia 8 de Dvořák! E também no palco um dos melhores violoncelistas do mundo, Antonio Meneses! Feliz! Obrigado a todos!”, escreveu o violista da OSH, Igor Barros, minutos antes da apresentação.

“Mais uma vez lágrimas de alegria passaram pelo meu rosto e a grande satisfação bateu em meu peito pelo maravilhoso concerto. Bravo, Sinfônica Heliópolis! Como sempre surpreendente! Obrigado primeiramente a Deus e ao Instituto Baccarelli!” – Fernando Mattos, trompetista da OSH, pelo Facebook.

Ao final do concerto, o violista da OSH Claudionor Lima foi ao camarim do Antonio Meneses. "Dar os parabéns é dispensável, tamanho o seu talento. Vim aqui agradecer pela humildade em passar os seus conhecimentos a nós e por ter nos dado a honra de tocar ao seu lado", disse emocionado. "Eu é que agradeço. Espero poder tocar com vocês mais vezes", respondeu o cellista.


Meneses após BIS na Sala São Paulo
OSH e maestro Karabtchevsky após a Sinfonia nº8 de Dvorák

Alunos do Hatus prestigiam concerto da OSH

28 de maio de 2013

Sob regência do maestro Isaac Karabtchevsky, Orquestra Sinfônica Heliópolis e a soprano Eiko Senda encantam público da Sala São Paulo

No último sábado (25), a Orquestra do Instituto Baccarelli realizou o terceiro concerto da Temporada 2013 com repertório que homenageou o bicentenário de nascimento do compositor Richard Wagner


O repertório apresentado pela Orquestra Sinfônica Heliópolis na Sala São Paulo no último sábado (25) era visto pelo maestro Isaac Karabtchevsky, diretor artístico do Instituto Baccarelli e regente titular da Orquestra, como algo desafiador. “Sei como é difícil começar um ensaio com uma peça de Wagner. Mas vamos chegar lá”, disse o maestro na semana que antecedeu o terceiro concerto da Temporada 2013.

 Eiko Senda ao lado da OSH na Sala São Paulo
Trechos de seis óperas consagradas compunham o programa da apresentação: Wesendonck Lieder, Tristão e Isolda, Lohengrin, Rienzi, Parsifal e Tannhäuser; as duas primeiras tiveram a participação da soprano japonesa Eiko Senda, considerada pela crítica internacional “um marco na interpretação wagneriana e italiana”, tendo se consagrado justamente no papel de Isolda, com o qual se apresentou em grandes teatros do mundo todo. 

No primeiro dia de ensaio com a Orquestra, Eiko se mostrou entusiasmada: “Estou muito impressionada com o trabalho do Instituto Baccarelli. Pude ver as aulas de Coral e fiquei muito feliz. A Orquestra é maravilhosa, os músicos são dedicados e atentos, estou me divertindo muito por aqui”, contou.

O resultado da dedicação dos músicos e da rápida sintonia conquistada entre eles, soprano e maestro, foi visto na noite de sábado (25), em uma lotada e calorosa Sala São Paulo. 

“Quero parabenizar todos os músicos da Orquestra Sinfônica Heliópolis pelo concerto deste sábado na Sala São Paulo. Mais um grande desafio vencido com muito empenho e comprometimento, características essenciais de um grupo vencedor. Bravi Tutti!” – Edilson Ventureli, diretor executivo do Instituto Baccarelli e maestro assistente da Orquestra Sinfônica Heliópolis.

Sensação de missão cumprida  

“Frio na barriga, calor, suador, uma ‘tremidinha’ de leve, lábios secando e dificultando ainda mais (...). Um lindo concerto com a Orquestra Sinfônica Heliópolis, pequenos erros nos deixando chateados e o ar de que poderia ser melhor, mas, ao mesmo tempo, nos ensinando que não somos perfeitos e que ainda temos muito que aprender. Mas, com tudo isso, podemos deitar e dormir com a consciência de que demos o nosso melhor e que amanhã iremos levantar e continuar buscando a perfeição, e, mesmo ela nunca chegando, iremos um dia em paz descansar dizendo que nunca paramos de tentar e nunca desistimos. Parabéns a todos do Instituto Baccarelli e a todos da orquestra sinfônica Heliópolis pelo concerto de hoje! Bravo!” – Fernando Mattos, trompetista da Orquestra Sinfônica Heliópolis.

“Dia cheio! Missão cumprida!  Lindo concerto!” – Jéssica Vicente, trompista da Orquestra Sinfônica Heliópolis.

“Muito feliz pelo concerto desta noite. As obras de Wagner nos levaram aos extremos. Mas, a OSH interpretou cuidadosamente cada uma delas. Confesso que ‘temi’ e ‘tremi’ quando o maestro Isaac Karabtchevsky abaixou a mão para os Lá's mais difíceis que já toquei (...). A. Dvórak... Aí vamos nós!” – Thiago Araújo, trompetista da Orquestra Sinfônica Heliópolis. 

A Orquestra Sinfônica Heliópolis volta à Sala São Paulo com regência do maestro Isaac Karabtchevsky já no dia 8 de junho, sábado, às 21h. No concerto, a Orquestra recebe pela primeira vez o violoncelista Antonio Meneses como solista, em uma apresentação que promete ser emocionante. No repertório, obras dos compositores Edouard Lalo e Antonín Dvórak. Imperdível!









27 de maio de 2013

Vem aí... O BUSCARELLI!

Na semana de 22 a 26 de abril, o Instituto Baccarelli realizou uma eleição para escolher o nome do mais novo serviço que oferecerá para seus alunos: um transporte circular gratuito. Todos os colaboradores, alunos e membros da Comissão de Pais do Instituto participaram e elegeram o nome Buscarelli, com 64,44% dos votos. 

Votação com as turmas de musicalização infantil
As opções eram (1) Passarão, (2) Buscarelli e (3) Baccabus. Esses nomes foram criados pela área de Comunicação do Instituto Baccarelli e pela agência Dona Dita, Parceira de Fé do Instituto. A campanha “BUSca-se um nome” teve o objetivo de divulgar para o público interno a iniciativa de oferecer transporte para os alunos e, principalmente, obter um nome mais legítimo, com o qual a comunidade se identifique.

Cédulas foram distribuídas e urnas foram colocadas na secretaria do Instituto e levadas à reunião da Comissão de Pais e às aulas de todas as turmas, para que os alunos votassem. Muitas crianças - sendo as mais novas de 04 anos – votaram pela primeira vez! Em alguns casos, a pessoa que levava a urna tinha que explicar o que é eleição, voto, maioria. “Alguns alunos beijavam a cédula antes de colocar na urna, achando que era sorteio; outros inventavam um nome que não estava disponível; perguntavam  o que é anular o voto, enfim. A gente explicava que se tratava de uma eleição, que escolheríamos entre as opções dadas e todos aceitaríamos o que a maioria escolhesse”.

O inicio da circulação do Buscarelli está previsto para o segundo semestre de 2013.


Votação com as turmas de Pré-Coral
Votação com a Orquestra Juvenil Heliópolis
Votação com a Orquestra Sinfônica Heliópolis
Votação com os professores do Instituto Baccarelli


Resultado:



Passarão
Buscarelli
Baccabus
Nulos
Votos por opção
62
533
220
12
TOTAL de votos
827
Resultado (%)
7,49%
64,44%
26,60%
1,45%









,
Um ônibus para transportar oportunidade


A construção da sede do Instituto Baccarelli em Heliópolis – que teve sua primeira etapa concluída em 2009, aumentou a capacidade de atendimento e também a visibilidade e a relevância do trabalho do Instituto na comunidade. Hoje, Heliópolis abriga um dos melhores equipamentos do país para ensino e estudo de música.

Com o apoio da Secretaria Municipal de Educação, foram abertas novas vagas no programa Coral da Gente – que é a porta de entrada no Instituto Baccarelli, mas há ainda alguns desafios para concretizar todo o atual potencial de atendimento. No processo de divulgação dessas vagas, um grande número de famílias interessadas em matricular seus filhos alegou não ter quem leve e busque as crianças no local das aulas. A maioria delas nem chegou a preencher a ficha de interesse ao obter a informação de que não há nenhum tipo de “transporte escolar”.

Por ser uma comunidade muito grande, Heliópolis apresenta desigualdades internas. As regiões mais próximas às Juntas Provisórias – conhecidas como Pilões e Morro da USP, por exemplo, têm menos oferta de projetos sociais e culturais do que as regiões mais próximas à Rua da Mina e ao Largo de São João Clímaco, onde ficam a UNAS, o Instituto Baccarelli e o Centro de Convivência Educacional e Cultural de Heliópolis (CCECH). Para muitos moradores, a necessidade de pegar um ônibus de linha pode impossibilitar financeiramente o acesso a tais projetos. Para outros, a necessidade de ter alguém disponível para levar e buscar as crianças é que é determinante, já que os responsáveis costumam estar trabalhando no horário das aulas.

Nos dois casos, a oferta de um transporte específico, gratuito e com hora e local de passagem pré-determinados, pode ser a diferença entre poder ou não participar dos projetos musicais oferecidos pelo Instituto. Mais do que aumentar o número de atendimentos, a existência de um transporte possibilitará o aumento do acesso, ou seja, da capacidade do Instituto Baccarelli oferecer uma alternativa cultural e educacional às crianças das regiões menos favorecidas da comunidade e às crianças de algumas das famílias mais vulneráveis, que não têm um responsável cuidando delas durante o dia.

20 de maio de 2013

"Uma Nota Só", curta dirigido por Lais Bodanzky, ganha sessão no cinema do Pólo!

Na última quarta-feira (15), o curta-metragem “Uma Nota Só” – gravado em Heliópolis durante o Festival Cine Favela 2012 e dirigido por Lais Bodanzky – teve sua primeira exibição na comunidade. O filme, que tem os alunos e o trabalho do Instituto Baccarelli como plano de fundo, foi exibido no cinema do Centro de Convivência Educacional e Cultural de Heliópolis (CCECH).

O Festival Cine Favela é o principal evento dedicado exclusivamente à difusão de filmes de todos os gêneros e formatos, produzidos por ONGs, Associações, Coletivos e Periferias do Brasil e do mundo. Realizado pela Associação Cine Favela Heliópolis, com apoio do SESC-SP, em 2012 recebeu mais de 465 inscrições.

Além da mostra competitiva, o Festival – que teve como tema a América Latina – promoveu uma oficina com o roteirista argentino Pablo Meza para jovens de Heliópolis e outras regiões da cidade. O produto desse trabalho foi o roteiro do curta “Uma Nota Só”, dirigido por Lais Bodanzky e exibido no encerramento do Festival.

Para construir o roteiro, Meza caminhou com os jovens participantes da oficina por Heliópolis. Uma das coisas que mais chamou a atenção do grupo foi o Instituto Baccarelli – uma organização que oferece ensino de música erudita para crianças e jovens, em plena favela.

Do lado de dentro, ambientes pensados e construídos especialmente para o ensino de música, com isolamento acústico, temperatura amena e poucos móveis. Do lado de fora, construções improvisadas, muitos sons e ruídos se sobrepondo, alta temperatura, muitas cores e formas misturadas. De um lado, planejamento e praticidade. Do outro, improviso e criatividade. Uma mistura preciosa.

Assim surgiu a ideia de contar a história de amizade entre uma aluna de violino do Instituto Baccarelli e um menino que ouve rap e faz beatbox. Moradores da mesma comunidade, eles estavam separados pelo preconceito, mas foram unidos pela música.

A seleção para o elenco foi realizada na sede do Cine Favela, em Heliópolis. Três alunos do Instituto Baccarelli foram aprovados: Gisely Gonçalves, Thiago Henrique e Samuel Gomes. Os dois primeiros para serem os protagonistas do filme. Lais Bodanzky se surpreendeu com o preparo dos alunos: “Não sei o que acontece, mas na hora que temos em uma seleção alunos do Instituto, naturalmente temos uma seleção de pessoas muito legais. Todas as que eu testei eram crianças muito especiais, atenciosas, dedicadas, concentradas e divertidissimas também”.

Um deles, Samuel Gomes, de 12 anos, conta como agradou à consagrada diretora: “Eu acho que a gente deve fazer nosso melhor e não se julgar, os outros que vão julgar nosso trabalho. Porque quem tem muita autoestima fica se achando ‘o bom’ e quem tem pouca se joga pra baixo”.


Thiago Henrique, aluno do IB e ator de Uma Nota Só, foi ao cinema para rever o filme
Raquel Porangaba, Analista de Articulação do Instituto Baccarelli, explica como Uma Nota Só foi produzido
Alunos do Instituto Baccarelli aguardam início da sessão no cinema do Pólo
O curta Uma Nota Só foi produzindo durante o Festival Cine Favela de 2012
Gisely e Thiago em cena de Uma Nota Só

Na sessão também foram exibidos os curtas “A história vazia da garrafa vazia”, uma produção do Centro de Convivência Heliópolis, e “Oscar”, do Cine Favela. A Orquestra Juvenil Heliópolis, cujo ensaio foi plano de fundo para uma das cenas gravadas no Instituto Baccarelli, compareceu em peso e aplaudiu muito seus colegas de Instituto.

7 de maio de 2013

Um dia inesquecível!

Juntos, Orquestra Sinfônica Heliópolis e Coral da Gente emocionam caloroso público de 15 mil pessoas na sede da Pró-Vida



Sábado, 4 de maio de 2013. Um dia que vai ficar guardado na memória de alunos e colaboradores do Instituto Baccarelli por vários motivos.

Nesse dia, o palco da apresentação da Orquestra Sinfônica Heliópolis com o Coral da Gente, sob regência do maestro Isaac Karabtchevsky – diretor artístico do Instituto Baccarelli e maestro titular da OSH – estava montado na sede de Araçoiaba (interior de São Paulo) da Pró-Vida, entidade reconhecida por suas ações de responsabilidade social, que foi a grande responsável pela construção da escola de música do Instituto Baccarelli, em Heliópolis. "Estávamos em uma atmosfera ideal para qualquer artista manifestar a sua arte. Uma infraestrutura maravilhosa, com um público extremamente respeitoso... Simplesmente inesquecível", disse Edilson Ventureli, diretor executivo do Instituto Baccarelli.

O público extremamente respeitoso ao qual Edilson se refere era composto por nada menos do que 15 mil pessoas. Não era só o surpreendente silêncio durante o concerto, mas a forma extremamente carinhosa e calorosa com a qual receberam o trabalho dos artistas que estavam sobre o palco que fizeram toda a diferença.  “Tocar pra 15 mil pessoas, ser incrivelmente respeitada por cada uma delas, e depois do concerto receber olhares e palavras de agradecimento pelo momento musical maravilhoso NÃO TEM PREÇO! Parabéns ao Instituto Baccarelli pelo trabalho e ao Coral Da Gente, que emocionou a todos! Dia excelente!”, foi o que publicou em seu Facebook logo após o término do evento a violista da Orquestra Sinfônica Heliópolis, Camila Ribeiro Rodrigues.

A opinião de Camila é compartilhada por outros músicos da Orquestra que, acostumados com o silêncio do público em salas de concerto, não esperavam que uma apresentação a céu aberto pudesse ser tão silenciosa. “Nunca vi um público tão educado. Eu conseguia ouvir os grilos, mas não ouvia as pessoas conversarem durante o concerto. Foi mágico!", disse o violinista Edmarcos Costa. Recém-chegado à Orquestra Sinfônica Heliópolis, o músico estava estreando ao lado do maestro Isaac Karabtchevsky. Para ele, mais um motivo pelo qual aquele dia ficará guardado com muito carinho. "Há duas semanas eu ainda estava em Natal. De repente, ali em cima do palco, me dei conta de que estava tocando para aquele público e com o maestro Isaac Karabtchevsky. Parece que os gestos dele fazem a gente tocar melhor. Não imaginava nunca chegar até aqui”, contou.

Emoção de quem estava estreando, emoção também de quem já tem anos de experiência, mas, naquele dia, foi contagiado por uma atmosfera completamente diferente. Nas palavras do maestro Isaac Karabtchevsky, mesmo "após tantos anos de atividade como maestro, são raros os momentos de plenitude como aqueles que vivenciamos com a Pró Vida e Orquestra Sinfônica Heliópolis. Pura magia e transcendência!”.

Sentimento de gratidão

Pró-Vida assinou um convênio junto ao Instituto Baccarelli, com anuência da COHAB, para construir a primeira fase do projeto – que, concluída em fevereiro de 2009, passou a abrigar a parte da escola (2,8 mil m² de construção): 35 salas de aula; dois salões para ensaio de coro e orquestra, biblioteca, área de convivência e administração [a segunda parte do projeto, realizada com o apoio do Ministério da Cultura, por meio da Lei Rouanet e patrocínio da Eletrobrás, disponibiliza outras instalações: quatro salas de ensaio grandes, uma sala de percussão com isolamento acústico, uma sala climatizada para armazenamento, sete camarins e um novo andar para a administração].

No último sábado (4), apresentação da Orquestra Sinfônica Heliópolis com o Coral da Gente do Instituto Baccarelli na sede da Pró-Vida parecia uma troca de “muito obrigado”. De um lado, um público caloroso que gerou uma explosão de aplausos; de outro, músicos que estavam se sentido lisonjeados por estarem ali recebendo esse calor.  “A energia de estar na Pró-Vida e com 15 mil pessoas foi indescritível, emocionante. Em nome dos meus alunos, obrigada a todos pelos aplausos, pela energia, pelo carinho. A minha eterna gratidão!”, disse Silmara Drezza, coordenadora dos Corais do Instituto Baccarelli.

Esse sentimento de gratidão que se multiplicou entre quem já faz parte do trabalho realizado pelo Instituto Baccarelli alcançou também aqueles que estão chegando para ajudar o projeto a crescer cada vez mais. “Muitíssimo obrigado por me deixarem participar de uma coisa tão bonita. Não tenho palavras pra te agradecer”, emocionou-se Carlos Eduardo Machado, sócio da produtora de vídeos kombi.cc, mais nova parceira de fé do Instituto Baccarelli.

Para todas essas pessoas, a noite do último sábado será inesquecível. “Quando a gente pensa no Instituto Baccarelli, a gente sempre lembra de uma palavra: OPORTUNIDADE. O trabalho feito pelo o Instituto Baccarelli é a prova de que a oportunidade é real, é mágica. Além de gerar momentos maravilhosos para todo mundo, gera para as próprias crianças e jovens. A noite de sábado se resume a isso: a concretização da oportunidade”, resumiu Reynaldo Duarte, membro da Pró-Vida.

Saiba mais sobre a Pró-Vida!


VEJA TODAS AS FOTOS DA APRESENTAÇÃO!

Curta a página do Instituto Baccarelli no Facebook e acompanhe o nosso trabalho!




Público na Pró-Vida: 15 mil presentes

Alunos do Coral da Gente se preparam para subir ao palco

Durante o concerto, o maestro Isaac Karabtchevsky convidou quatro pessoas do
público para reger a Orquestra

Orquestra Sinfônica Heliópolis durante o concerto na Pró-Vida